A política de “distensão”, que alternava iniciativas de “liberalização” da ditadura com medidas de endurecimento e engessamento institucional, se mostrou apenas como um projeto de “prolongada retirada” do poder. Em 1975, o assassinato do jornalista Vladimir Herzog sob tortura em São Paulo, fez com que o controle do projeto perdesse sua efetividade. De 1975 a 1979 as manifestações de protesto pelo assassinato de Herzog, a multiplicação dos movimentos populares nas grandes cidades, as mobilizações estudantis, as vitórias eleitorais da oposição, o fim da censura prévia nos jornais, a volta das greves de trabalhadores, as quais vinham apoiadas em denúncias de manipulação nos índices econômicos que denotavam a visível falência do “milagre brasileiro”, o aparecimento do novo sindicalismo, a revogação do AI-5, o fim do bipartidarismo e a anistia, todas elas envoltas em mobilizações amplas e que ocupavam as ruas deixaram isto muito claro.

Aurélio Perez no ato pela Anistia e protesto pela morte de operário assassinado em Belo Horizonte [Jesus Carlos/Acervo Em Tempo/CSBH]

José Genoíno em ato público pela Anistia, no dia 30 de julho de 1979, em São Paulo [Jesus Carlos/Acervo Em Tempo/CSBH]


Ato Público em São Paulo pelos presos políticos no dia 10 de agosto de 1978 [Niels Andreas/Acervo Em Tempo/CSBH]


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